-Mãe e quando acabou essa guerra de
famílias?
-Nunca acabou!
-Como assim?
-Pedi que você chamasse seu namorado
aqui pra dizer que por nossa parte está tudo bem, não guardamos ódio de Carlos.
Mais sua família nunca vai aceitar Manuela. Seria quase repetir a mesma
história.
Felipe não disse nada, parecia estar
perturbado. Ele nem ao menos se despediu, apenas virou as costas abriu a porta
e foi embora.
Eu subi pro quarto e me tranquei.
“Diário...
Eu não sabia que a história era essa. Achei
que era uma coisa mais fantasiosa com vampiros e lobisomens.
Mais
como é que pode uma coisa dessas acontecer eu não vou conseguir mais olhar pra
ele e lembrar que o tataravô dele matou minha tataravó e meu tataravô.
Essa
ferida vai nos afetar eu tenho certeza, ele é orgulhoso demais pra entender que
isso foi há muito tempo atrás.
Mais
a culpa não é da minha família e da família dele. Eles acabaram com minha
família, só eles e mais ninguém.
Acho
que é melhor parar de pensar nisso. Tá me matando por dentro é coisa demais pra
uma pessoa só.
Queria
ligar pra ele, queria saber se tá tudo bem com ele... Com ele e com nós dois.
Não sei se amanhã ele ainda vai gostar de mim ou não.
Mais
isso é loucura essa briga não é nossa! Aconteceu há tanto tempo. Nossas
famílias não se odeiam mais (bem eu acho).
Vou
dormir!
Manu!”
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