-Tem sim.
-O que?
-Nosso sobrenome, nossa família!
-Para com isso!
-Parar com o que?! Não tem como trocar
de sangue!
-Eu e você não temos culpa!
- O Carlos tem. E ele é meu tataravô.
-Ele não é você!
-Ele morreu pela honra da minha
família. Eu não vou deixar que essas mortes sejam em vão, não posso. Não
consigo!
-Nem por mim?
-Nem por você!
-Você tá querendo dizer o que?
-Acabou!
-Não pode!
-Pode!
-Por causa deles?
-Por causa de mim! Eu não consigo mais
pensar só em você. Eu penso na Nora! Eu penso no Carlos!
Fiquei em silêncio.
-Você não vai fizer mais nada Manuela?
-Palavras não vão adiantar!
-Eu sei! Thau.
-Alô?
Ele tinha desligado sem ao menos
deixar eu me despedir.
- O que foi filha?
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